Pikí da Trilha

09/12/2009

CONFRARIA DOS PEDALOUCOS 06dez09


Aguarde...


30/11/2009

ESCABROSA E DESTRAMBELHADA 29nov09

Depois dos fedegosos acontecimentos ocorridos, fatos grotescos esturrificaram as abóbadas cerebrais dos estupefactos habitantes defelinos. 
Quem se salvaria daquela enlameação despudorada? 


Perseguindo os rastros da cabulosa trilha pecuniária, percebemos diversos pedaços de panetones podres jogados pelo chão. Logo depois, achamos umas meias um tanto quanto suspeitas, mas aquilo era só o começo do escabroso fedegume. 
Lá na frente, alguém berrou: -"Deu Em Merda!" 







Martinninni, o psicobiker, enveredou as canelas por trilhas camufladas.
Subimos, subimos e subimos por sinuosos percorrimentos até nossos bofes escorrerem smilinguidos.

JoãoKabelim, RafaBondByco, DesceTudo, Martinninni e Piki alcaçaram o platô antenífero de onde existe pleno enxergamento das amplitudes brasilianas.

Faiscagens das antevisões dom bosquinas traspassaram nossas legendas oculares e pudemos ver coisas inacreditáveis, tanto do passado quanto do futuro.
Demos de cara com a Caixa de Pandora, mas o que havia ali eram segredos tão terríveis que não ousamos ceder vontade à nossa imensa curiosidade. Sabíamos que abrir a caixa libertaria mal tão maligno que só geraria destruição, coisas que perverteriam até a bainha da mais cálida pureza.

Perseguimos a esperança no desejo de encontrar o single que nos levaria a maior enlevamento superior, porque é melhor deixar para trás os espinhos do destruimento desmantelador.

Nossos ossos foram sacolejados pelos cascalhos gritantes que forram a cobertura da secreta passagem onde treinam os mais experientes cavaleiros da Távola Bicicleteana.
Ultrapassamos o percalço até atravessar a entrada proibida. Agora, olhares distantes nos investigavam do alto de seus observatórios. Enfrentaríamos as mais tenebrosas escarpas a que só têm acesso os insanos seres portadores dos enigmáticos manuscritos de Zeus, travando batalha incessante com os monstros que guardam a área de sua reserva natural.

A trilha é obscura e cercada pelas criaturas míticas do passado remoto. Silêncio total e atenção perpétua a cada curva sinuosa.
Passamos por sobre o rastro da anaconda gigantesca e sentimos o cheiro do lobisomen devorador. Até a brisa silenciou seu murmúrio em respeito ao grave olhar de reprovamento de Éton, o comedor de fígados.

Passar por sendas proibidas é algo torturante, mas acabamos por conhecer os ninhos de seus segredos milenares.

Após escalar com enorme penúria os atrozes quilômetros sem fim de toda aquela adversidade, chegamos ao portal do pícaro elevatório.
Ali naquele monte, ouvimos um estrepitoso travão e uma nuvem escura e densa nos encobriu. Dentro da nuvem, uma voz cavernosa ecoou e assim nos advertiu:
“- Ó seres pequeninos! Estais adentrando em terras do Olimpo! Debaixo de minha autoridade passareis tranquilos sobre o Vale do Dragão. Atentai bem, porém! Nunca mais - Nunquinha mesmo! – devereis voltar a passar por aqui, porque senão derramarei da minha ira por sobre seus cabeções e vos transformarei em cinzaaasss!”

Atordoados por aquela tenebroso vozeirão, saímos de fininho e depois socamos os pés nas botas.
Sentimos nossos nervos ficarem bem nervosos e uma secura de fluídos esqualidou nossas caras.

Atravessamos a ponte amarelada que dá acesso ao cometório pãodequejino. Logo depois, Martinninni ainda foi atingido por um raio e se espatifou no chão com bike e tudo. Foi algo incrível presenciar a fúria de Zeus descarregada com tal ímpeto.

Após o capote mitológico, Martinninni nos guiou até um ponto de abastecimento e providenciou muitos pesos de massa mineira com queijo agregado. Empretejamos as goelas com líquido limpador de azulejos pra ajudar na digestão e fornimos os pandus.

Logo depois, despencamos pelas ladeiras de Deus me livre e seguimos céleres quais enxurradas na ladeira em dia de tempestade.

Finalmente finalizamos nossa aventura, mas ainda hoje ouvimos em nossas mentes as poderosas advertências de Zeus...
Certamente que não foi uma manhã comum.    

22/11/2009

MERLOC CHOLMES E A ARCA PERDIDA 22nov09


Talvez alguém esteja extremamente curioso, por isso você quererá conhecer como foram, ocasionalmente, descobrir o perdidório da trilha MERLOC CHOLMES E A ARCA PERDIDA.

Pontualmente, os pedaludos começaram a aparecer e perfilaram suas magrelas para adentrarem ao paradisíaco lugar.
LuisinhoDedoDeLata – o reprodutor, DelhaGatinha, LucaSingle, RomuloFontenelle, GyorgiaFênix, DanielStrikinninni, ComlombelliPullaValla, RafaBondBiko, FabinhoFlashDance e Piki.


VEJA AS FOTOS...




O sol nasceu preguiçoso por sobre nuvens algodoadas, propício dia que pedia encontro para uma trilha num lugar idílico.


Caminhos e descaminhos foram encontrados e percorridos, passando pelas mais estranhas plantas da savana centroesteana, insetos peçonhentos, largatiníceos, cupinzeiros gigantes, capivaras e sucuris. Mas nada poderia supor que forças advindas de um descobrimento surpreendente influenciariam sobremaneira como as coisas aconteceriam...

Existem caminhos que não podem ser achados com muita facilidade.
Naquela manhã, as trilhas percorridas por aqueles pedaladores empedernidos era de natureza naturalmente escondida, pois que nem tudo pode ser revelado, casdiquê coisa secreta tem que viver secretamente.

Ninguém sabia ao certo quem ele era, mas Merloc Cholmes nasceu num dia qualquer quiném que gente normal, mas todos percebiam, mesmo que não falassem, que uma parte de seu corpo era anormamente descomunal. As pessoas o olhavam de rabo de olho e não ousavam comentar nada com seus pais, que parecendo não perceber coisa alguma, brincavam despreocupados de bilu bilu com seu filhinho querido.

Merloc foi crescendo e ganhando notoriedade, não se sabe se por causa daquela protuberância esquisita ou por sua notável habilidade em resolver casos intricados.

Num dia especialmente chuvoso e lúgubre, passava pela rua de sua casa um encurvado vendedor ambulante, que puxava uma enorme carroça, badalando repetidamente um sinete e ao mesmo tempo anunciado que recolhia coisas que não mais se queria e vendia outras que podiam interessar.
Como Cholmes era bastante curioso, e mesmo com aquela chuva toda, foi ao encontro do vendedor para verificar o que oferecia.

Viu uma das mãos molhadas e rústicas puxar uma espécie de freio enquanto a outra baixava os dois pés da carroça até o chão.
Ao chegar mais perto, pode verificar que se tratava de um homem velho e corcunda.
O esquisito e misterioso vendedor usava um surrado sobretudo de feltro às costas, o qual emanava o fétido odor curtido das coisas sujas e em estado de avançada decomposição.
Merloc tentou fitar-lhe os olhos, mas o sobretudo cobria a maior parte da face, só deixando à mostra uma longa e amarelada barba.  

Cholmes, a princípio, colocou as mãos sobre o nariz para tentar aliviar o fedor, mas sua curiosidade o fez esquecer o mau cheiro e começou a fuçar, com grande curiosidade, a carroça repleta de tralhas que era puxada por aquela decaída criatura.
Eram peças raras misturadas com quase novas, coisas que pareciam ter algum valor e outras totalmente sem importância. Mas, em meio a toda aquela confusão, seus olhos sagazes foram atraídos para uma desgastada caixa de marfim com inscrições em latim arcaico, língua que começara a estudar desde a mais tenra infância até se transformar em autoridade mundial sobre o assunto.
Suas pupilas se dilataram e sua face brilhou com intensidade jamais vista. As ágeis mãos de Merloc voaram velozes como um raio até a caixa e a seguraram com firmeza.
De posse da raridade, e com voz trêmula e embargada, perguntou ao homem quanto custava. O velho demorou um pouco a responder, como se perscrutasse o ânimo do comprador.
Após uma longa pausa, o velho puxou com energia os mucos do pulmão, lançou uma cusparada marrom esverdeada ao chão e lhe respondeu com voz grave: - “Dois mil dinheiros!”
Cholmes, que era home de posses, nem pestanejou; sacou de sua reluzente carteira, pegou o dinheiro e passou para o andrajoso velho misterioso. Foi então que, naquela pequena fração de tempo, viu o que talvez fosse melhor não enxergar: os dois olhos vermelhos iguais a boca de vulcão plantados na face macerada daquele vendedor de quinquilharias.
Levou um susto tão grande que quase deixa a caixa cair no chão.
Com o espanto, suas pernas começaram a tremer e o coração pulsou forte como nunca, e após uma breve pausa, e com a caixa apertada com firmeza debaixo do braço, correu para casa sentindo intensos calafrios da espinha até a nuca.  

Depois de duzentos anos, a caixa encontrada por Merloc Cholmes, descobriu-se depois, continha um pergaminho que mostrava o local exato onde se encontrava a inusitada ARCA PERDIDA.
Quem teve acesso aos interpretamentos de Merloc foi nada mais nada menos que Mané Bolim, grande cientista pesquisador que trabalhou com afinco nas buscas da famosa peça milenar.

Mané Bolim deixou observações precisas sobre vários aspectos circunstanciais que envolveram as escavações que culminaram na achação mais esperada de todos os séculos que compõem a história da humanidade. 

Um dos primeiros efeitos narrados por Bolim foi o dos sintomas adversos que ocorrem simplesmente ao se aproximar da energética peça.
Podem ser esperadas tonturas, náuseas, invertimento da pele, desossação do tecido esquelético, conversação desencontrada, amnésia esquecida e outras coisas que não nos lembramos no momento.

Foi por essas e outras razões que nossas companheiras e compaheiros do pedal foram de alguma maneira afetados por graves estranhisses. DanielMartinninni foi deslocado com violência descomedida ao encontro de uma árvore onde se hospeda a planta carnívora do gênero drosera montana maxuca, o que lhe causou estranheza na epiderme e furúnculos no estribo auricular. ColombelliPullaValla também foi gravemente afetado pelo campo magnético existente, e a miscelânea expectorante que ele toma numa infusão de allium sativum reagiu gravemente com as emanações, acarretando uma série de efeitos indesejáveis; como por exemplo a síndrome esclerótica do bulbo cavicular acompanhada de erupções da glândula pineal.
Romulim começou a balbuciar coisas esquisitas, elocubrando sobre os efeitos dos puns dos canídeos sobre a convivência social dos casais. FabinhoFlashDance começou a fazer a dança do acasalamento, maribondeando passos que nem MiguelMagaiver conseguiria imitar.