Pikí da Trilha

10/07/2011

DESAFIO POPULAR DE MTB 10jul2011

RESULTADOS - CLIQUE AQUI

TODAS AS FOTOS POSTADAS! VEJA ABAIXO...









No domingo, na nona etapa do Tour De France 2011, um carro de uma equipe de tv jogou dois ciclistas no chão. Quem levou a pior foi o holandês Johnny Hoogerland, que caiu sobre uma cerca de arame farpado. Mesmo muito machucado, continuou na prova e ainda subiu no pódio, muito emocionado e com dores, para receber a camisa de REI DA MONTANHA e prêmio por ser o ciclista mais competitivo da etapa...VEJA OS VÍDEOS ABAIXO




O CAMPEONATO BRASILIENSE DE MTB pegou fogo no domingão, atraindo para o olho do furacão a raçuda geração que, enfrentando o desafio da secura extrema, fez a festa no POSTO CAMPEÃO, onde a confraternização, largada e chegada da prova contagiou pela apresentação de um belíssimo espetáculo de organização.

De se arrastando a pedalando, foram todos apreciar a disputa que levou empolgação à torcida e ofereceu um espetáculo que pôde ser apreciado de camarote. O trem tava tão bão que até uma ema quis experimentar o traçado do circuito da prova.

No meio de uma secura desértica, os participantes do prélio esportivo se alinharam na linha de largada separados pelas suas respectivas categorias.
Foram duas baterias disputadíssimas num circuito belamente traçado e que presenteou o público com a possibilidade de assistir o embate atlético.

Crianças, gatinhas, feiosos, cheirosas e fedorentos se postaram no mirante espiatório e estimularam com todo entusiasmo os vorazes corredores biciclopáticos estrikinados.
Gritos, uivos, choro e riso expressavam os sentimentos que passeavam pelos seres ali presentes.
Enquanto isso, na dura lide da batalha sangrenta, os atletas sofriam os transtornos de seu esforço colossal, diluindo os líquidos corporais no liquidificador orgânico agitado nas curvas e sacolejos cruéis.
A poeira teimava em invadir os pulmões no lugar do ansiado oxigênio, e isso deixava ainda mais difícil a situação. Os olhos, embaçados pela névoa da peleja, ainda tinham que tentar decifrar o que se enxergava à frente enquanto se pedalava a todo o vapor fritando as pernas a cada metro do percurso.

Pneus furaram, rodas foram empenadas, selins se desgrudaram dos canotes e raios foram partidos. A transmissão violenta da vontade que se originou na massa cinzenta percorreu os neurônios com a velocidade da luz e quase esmaga os pedais ultrapassando seu ponto de resistência.

Correntes rangeram e câmbios se negaram a obedecer ao comando exigido.
O finíssimo pó fazia seus estragos e dificultava a passagem pelos sinistros campos de areia movediça na medida em que se tentava manter a posição ou buscar os escapados.

Montoya foi o mais rápido na elite masculino e não teve quem conseguisse seguir seu ritmo. Julyana Machada também fez bonito na elite feminino e correu isolada, dando aula de pedal e ultrapassando vários marmanjos caras pálidas.

Nesse grande encontro de amigos, a hora do pódio foi festejada minuto a minuto, celebrando a vitória dos que fizeram o dever de casa e se dedicaram com afinco para conquistar o lugar mais alto.
A inspiração lançou suas sementes nos corações e atraiu outros para a próxima etapa.
Felicidade estampada nos olhares; abraços e beijos de satisfação. Todos os que ali estiveram explicitaram que foi mais um domingo que valeu a pena e deixou um gostinho de “quero mais”.

Está de parabéns o grande Bosco, organizador da prova e que também comemorou aniversário no dia.
De parabéns também a Federação Brasiliense de MTB, que sob a batuta de Camilo e Gomão animou o calendário de MTB do DF com provas organizadas que tem o objetivo de elevar qualidade técnica dos atletas da região, abandonando de vez os circuitos sopa de minhoca e água com açúcar para que nossos desportistas façam bonito nas provas nacionais e internacionais.

Que venha a próxima etapa!

Inté

PikiDaTrilha MuntaBiki Offi Roiadi



EXPOSIÇÃO CONTA A HISTÓRIA DA BICICLETA

TOMBO NO PELOTE DO LAGO 03Jul2011

PROJETO DV NA TRILHA